imagem do Google
Ah, esse frio, quase dor
na boca do estômago
quando penso na tua boca
que me engole sem pudor
como um garfo que lá dentro
se perde e toca
na tua língua quente
e sente o sabor
do alimento
Ah! Eu que falei nunca mais
mas a tua boca me atrai
me trai e corrompe
minha decisão
E eu danço
danço com ela
e na tua mão
Ah! Não queria voltar atrás
mas eu sempre caio na tua
na tua boca
que me provoca
e me deixa nua
pra no outro dia
estar de novo na rua
sem me arrepender
mais uma vez
na tua boca fui tua.
Marisete Zanon - Todos os direitos reservados a autora. No livro In Confissionarium III.




