terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Na hora certa...


                                               


Não me prenda em lugar algum, me deixe livre
preciso de espaço para ser.
Não brigue comigo pelos meus erros, me ensine,
preciso aprender.
Não me diga não chore, você não sabe o que
acontece com uma lágrima aprisionada aqui dentro.
Não me mostre o que é ruim ou bom,
preciso experimentar por mim mesmo para escolher.
Não me diga que é feio ser triste,
cada um sente como pode.
Não me diga que o tempo é curto,
meu rosto me mostra com pequenos detalhes.
Não me diga que o amor é lindo e nos dá felicidade,
eu experimentei muitas vezes e sei que dói.
Não complique o que falo,
apenas ouça com simplicidade.
Não coloque placas em meu caminho,
ele não é igual ao seu, as pedras não estão no mesmo lugar.
Preciso ser livre, mais livre que um voo de pássaro,
porque o dia que eu me for, preciso ir sem medo,
preciso ir leve, consciente de mim.
Não sei se a gente leva as lembranças,
se levar, quero apenas os sorrisos, os dias de sol,
e dias felizes de chuva também.
Espero que não esqueçam o modo
que escolhi para dizer adeus:
cinzas ao vento.
Livre.


Marisete Zanon - In Confissionarium Book

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Bem vinda de volta vida


abandonei a mim mesmo
perdi o olhar de alegria,
o nariz de palhaço
e a simplicidade se tornou obstáculos...
mas em algum lugar
surgiu uma nesga de luz
vibrante e quente
não sei o que aconteceu,
mas algo aqui dentro renasceu
brilhou junto
renovada, alma leve
sim, posso te acompanhar
sunshine, com guarda-sol
se estiver muito quente
e sombrinha se não tiveres presente
sim, eu posso te amar sunshine
a escuridão se foi
e só preciso de doses de afeto
e luz
alternados,
ou os dois juntos e ao mesmo tempo

Marisete Zanon  - Todos os direitos reservados a autora.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Meus desejos para 2016




 Esse ano de 2015 (me desculpem) foi uma verdadeira bosta em todos os sentidos e em todas as áreas e para ajudar ainda estive um pouco mais insuportável.  Nosso país assolado pela corrupção, nosso povo manipulado e decepcionado com a falta de justiça e se não bastasse, meus problemas familiares um desastre, mas coisas ruins são boas para nos ajudar a crescer e nos ensinar a tomar cuidado com o que iremos escolher. Tenho fé que 2016 será diferente. E como sempre faço uma lista dos meus desejos aí vai ela, mas não tem nada a ver com Papai Noel e sim com o que eu espero de mim mesmo.
- Em 2016 quero voltar a fazer arte e a escrever.
- Curso de fotografia
- Curso de coreano
- Que a minha bipolaridade se mantenha apenas no polo positivo
- Que eu perca o medo do ser humano
-Que eu possa acreditar nas pessoas
- Quero estar mais próxima dos meus amigos, porque esse ano eu fugi até da minha sombra
- Que eu mantenha os contatos do facebook, mesmo os chatos e aumente
os contatos do G Plus
- Que meu blog volte a bombar (se eu postar nele isso acontecerá), rss
- Que eu seja uma pessoa bem melhor e menos complicada
- Que eu viva cada momento de verdade. Intensamente, servindo de exemplo, sendo luz para iluminar os que ficaram na escuridão como eu fiquei um longo tempo
- Me apaixonar novamente por mim mesma, já que até isso me tiraram, mas estou conseguindo! Consegui me fotografar ontem. Já é um passo!
- Fazer o que for possível para ajudar a mudar o país


E por que as frases não tem um ponto final? Porque cada uma pode ir além do contexto e por isso deixei as paredes abertas

Marisete Zanon

Lê, escreve, faz artes e fotografia

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Poeminha louco


                                                                           



Paz pássaros

Bordoadas borboletas

Prezadas presas

Encanadas encantam

Fardos fartados

De uma vida insana.


Marisete Zanon  

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Contraponto





entre fluídos e gemidos

entre uma e outra estação

entre o céu e o inferno

entre a pele e a alma

há uma vaga de espanto

que não conhece o amor


Marisete Zanon   

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Confissões reticentes

   




deixam rastros e enigmas

essas confissões reticentes

escondidas sob a pele

simulando toques

de advertências

entre a razão definida

e o vácuo do pensamento


Marisete Zanon   -   In Confissionarium Book I 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Amor esquecido




Esse amor que perdeu tempo

Esquecendo de amar

Tropeçou no desleixo

De se conformar

Agora desperta

E briga com as horas

Ralha com os relógios

E eu com medo

Que o seu tempo

Possa ser tarde para mim

E na agonia da espera

Eu decidir o meu fim.



Marisete Zanon 

terça-feira, 21 de julho de 2015

Quiçá


                                         



Tenho tentado remover

A poeira dos escombros

dessas lembranças que deixam

mais marcas que um tsunami

o poema sai gótico, choroso

a luz é forte, mas não absorvo

o suficiente para uma lâmpada

e vou enterrando os pés na poeira

até que venha a chuva e lave

o meu corpo, a minha alma

e me dilua com as marés

quiçá ter nascido peixe

teria sorte diferente...


Marisete Zanon 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Desaprovada




Ela fez algumas orações por nós

Cuidou de nossas prioridades

Limpou nossas roupas

Brincou com nossos jogos

E chorou pelos nossos erros

Ensinou como se portar com as pessoas

Mas esqueceu de viver sua vida

Brigou com seus próprios conflitos

E não conseguiu retornar a lucidez

Sepultando seu coração numa pedra qualquer.


Marisete Zanon   - Todos os direitos reservados a autora.

domingo, 5 de julho de 2015

Abandono




Abandono – Poema inspirado em Edgar Allan Poe

A casa doente escorria seus dilemas
pelos telhados.
Nos alicerces,
quase sangue coagulado.
Numa parede desnuda
uma rede tonta chorava.
Tijolos vertiam pruridos.
Janelas pálidas e
pupilas sem vida secavam.
Nos cômodos agonizantes
portas internas gritavam com dor.
Os quartos com hipotermia
Congelavam almas
e a porta principal despedia
seu anfitrião sem piedade
ao abandono,
à sorte dos corvos...

Marisete Zanon