sexta-feira, 24 de abril de 2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Amigos podem ir além dos que cabem na minha mão
Como eu queria que tudo fosse consideravelmente diferente,
que as pessoas fossem diferentes da mesmice, que fossem sinceras, que fossem
honestas e levassem em conta o sentimento dos outros, sem preconceitos e
discriminações sociais, raciais, ou de gênero. Eu queria ser diferente e não
levar as pessoas tão a sério, não me envolver dessa maneira tão intensa com as
pessoas que até parece mania. Prefiro aquelas pessoas que vão chegando e de uma
palavra dita abre o seu vocabulário e coloca pra fora suas ideias, sua vida e
seus desejos. Sinto-me em casa com pessoas assim, sem frescuras, sem ter que
desviar de ovos. Gosto de gente com sorriso franco, mesmo que não tenha dentes,
mas que seja verdadeiro. Gente que tem a inocência no olhar. Gente que é gente.
Gente que ouve e gente que fala a verdade, sem medo. Gente que prospera com os
outros, que ajuda, mas o que somos é diferente de tudo isso. Mas o que vemos é
diferente de tudo isso. É um passar de perna no outro, puxar o tapete do outro,
mentir para o outro e invejar o outro. Iludi-me tanto, me machuquei tanto e
machuquei tantos outros, que chegou uma hora que ficou difícil distinguir quem
era bom ou mau... Então hoje eu escolho quem me escolhe de peito aberto, quem
tem culhões e quem usa calcinha para serem meus amigos e decido quem fica. Não
puxo o saco de mais ninguém. Assim que vai ser.
Marisete Zanon
Lê, escreve e faz artes
Todos os direitos reservados a autora.
sexta-feira, 27 de março de 2015
canção brega
já escalei montanhas sem êxito
fiquei perdida na escuridão
lutei com dragões e me queimei
vi anjos falharem ao meu lado
e o demônio rindo à minha frente
vi muitos olhos se fecharem
atravessei campos de espinhos
rastejei por lábios de pecado
abri mão do perdão
e o que é tudo isso
comparado a esquecer você?
implorei por minutos
suportei mentiras medíocres
só para ter você na minha cama
no meu mundo
mas nesse momento...
nesse momento amor
sacudi toda essa sujeira
pra bem longe de mim
onde o vento faz a bendita curva
e traz a cura de ti
vou encontrar o que preciso realmente
nada vai impedir o direito
que tenho de ser bem melhor
desse nada que tive
agora...bem, agora
vou voando buscar a felicidade
que não é nenhuma estrela
ou estorinha de conto de fada
é a vida vivida de outra maneira
Marisete Zanon
segunda-feira, 23 de março de 2015
Tempo passarinho
tempo, tempo...
silencioso, ou todo alarde
tempo passarinho
voa como a águia
ou como o estorninho
pode ser um beija-flor
mesmo parado bate asas
o tempo fica para trás
e o agora tempo foi
no bater de asas do passarinho
tempo...
tempo que voa passarinho
devora passarinho
que o tempo voou...
Marisete Zanon - In Confissionarium Book Livro II
domingo, 15 de março de 2015
Poema tardio...
tem tempo pra tudo nessa vida
mas paixão a essa altura
não estava nos meus planos
mesmo seus olhos sendo verdes
e seres alguém tão
vistoso
e especial
[não
perfeito
mas seria o meu número exato
não estava nos meus planos
alguém por favor, me
acorda
e acende a luz!
ou não acenda...
deixe-me continuar sonhando
com teu braço em volta de mim
e a mão segurando meu rosto
enquanto nos beijamos
beijos de línguas sedentas
tão demorados que salivam...
dentro do sonho eu sonho
acordar todas as manhãs nos teus braços
sorrir-te e servir-te um banquete
coxas, nádegas, vulva e seios
minha boca é o teu guardanapo amor
servir-te-ei orgasmos com luxúria
e entre rios e vertentes
beberemos cálices de prazer
abrirei as janelas do quarto
para que o sol nos sorria
e sua luz ilumine nosso leito
brincaremos feito crianças
trocaremos sorrisos de felicidade
e adormeceremos outra
vez
para que eu possa acordar
e descobrir que amo sozinha...
Marisete Zanon - Todos os direitos reservados a autora
quinta-feira, 12 de março de 2015
Odeio o trivial
Sempre procurando alguém...
Nenhum estereotipo
Quero um paradoxo!
Algum pragmático.
Nada de convencionalismo.
Eu odeio! O trivial, o standard.
Alguém que me entenda,
Sem racionalismo.
Uma performance...
Uma prova que a vida é arte!
Alguém que encoste sua alma na minha
Alguém que chore...
Alguém que saiba enxergar
E me enxergar!
Alguém que me cubra...
E alguém que me encontre e descubra.
Que fale a minha língua...
E a devore!
Marisete Zanon – In Um olhar de confissões – Book I
segunda-feira, 9 de março de 2015
Prazeres e Jazz
Como naquele pequeno poema onde atravesso a rua na decisão de
partir
e na calçada do outro lado já não sou mais nada. Nem eu, nem tu.
Nunca pensei que pudesse ser assim tão rápido, tão fulminante.
Você fuma um cigarro atrás do outro, perde-se na fumaça esvoaçante e esvazia a garrafa rápido demais. Teimo em permitir-me imaginar para onde viajam teus olhos azuis nesses instantes que parecem infinitos.
Teu coração dispara, mas não é por mim e sim pelo álcool que está a matar-te.
Não sei onde está a poesia nisso, mas mesmo assim eu escrevo. A poesia é meu registro de nascimento e também será o de óbito.
Ah... Essa noite que parece não acabar mais. Estou bem aqui na tua frente, mas o jazz e o álcool te absorvem.
As prostitutas são mais felizes que eu, barganham seus prazeres e ainda levam vantagens. O bordel do outro lado da rua parece elegante e aconchegante, mais que os teus braços. Lá elas se divertem e o que me sobra é um peso mórbido encharcado de álcool perdido em sua própria ignomínia.
O jazz toca no palco com sabor de despedida. Os bares já estão encerrando o expediente, bebo uma dose e levanto-me da mesa, olho por alguns segundos teus olhos azuis, penso nas prostitutas e em seus prazeres que se estendem até onde decidirem seus clientes e elas próprias.
Não vou dar-te outra chance olhos azuis. Vou-me embora, olhos azuis. Vou sim, ali para o bordel perder-me na luxúria e ser feliz com o jazz observando os meus prazeres e eu envolvida nos dele.
e na calçada do outro lado já não sou mais nada. Nem eu, nem tu.
Nunca pensei que pudesse ser assim tão rápido, tão fulminante.
Você fuma um cigarro atrás do outro, perde-se na fumaça esvoaçante e esvazia a garrafa rápido demais. Teimo em permitir-me imaginar para onde viajam teus olhos azuis nesses instantes que parecem infinitos.
Teu coração dispara, mas não é por mim e sim pelo álcool que está a matar-te.
Não sei onde está a poesia nisso, mas mesmo assim eu escrevo. A poesia é meu registro de nascimento e também será o de óbito.
Ah... Essa noite que parece não acabar mais. Estou bem aqui na tua frente, mas o jazz e o álcool te absorvem.
As prostitutas são mais felizes que eu, barganham seus prazeres e ainda levam vantagens. O bordel do outro lado da rua parece elegante e aconchegante, mais que os teus braços. Lá elas se divertem e o que me sobra é um peso mórbido encharcado de álcool perdido em sua própria ignomínia.
O jazz toca no palco com sabor de despedida. Os bares já estão encerrando o expediente, bebo uma dose e levanto-me da mesa, olho por alguns segundos teus olhos azuis, penso nas prostitutas e em seus prazeres que se estendem até onde decidirem seus clientes e elas próprias.
Não vou dar-te outra chance olhos azuis. Vou-me embora, olhos azuis. Vou sim, ali para o bordel perder-me na luxúria e ser feliz com o jazz observando os meus prazeres e eu envolvida nos dele.
Marisete Zanon
sexta-feira, 6 de março de 2015
Falta de mim
de tudo que aprendi é
partida
sinto tanta falta de mim
por onde andei?
onde deixei meu coração?
nas ilusões que criei no meu mundo paradisíaco
onde eu era um planeta no teu universo a dar-te sóis e borboletas,
manjares afrodisíacos e carícias sedosas sobre o peito.
nada culpo, não há mais cumplicidade por detrás da tua nuca,
nem carícias, nem sóis e borboletas.
sou apenas um planeta com o coração a deriva.
Marisete Zanon - In Confissionarium Book - Livro II
quarta-feira, 4 de março de 2015
Calmaria
O silêncio adentrou por entre meus poros, minha carne
e afaga docemente minha alma
ele é doce, suave
e dá-me ânimo depois do último grito barulhento
e eu descanso em paz
nessa silenciosa e deliciosa paz
sem taquicardia exacerbada de ansiedades e esperas rotas.
Marisete Zanon - Todos direitos reservados a autora
terça-feira, 3 de março de 2015
Liberdade de expressão
Quanto tempo ainda vou me permitir estar trancada aqui?
Preciso me libertar. Não sou assim.
Meu esquema é outro. Liberdade.
Há pessoas que preferem viver na clandestinidade.
Vender suas imagens que inventaram para as pessoas leigas.
Ou ingênuas sobre o que se passa por aqui.
Uma imagem para cada um.
Eu sou transparente, eu sou uma bola de vidro.
Minha vida é escancarada, um livro aberto.
Muitos que me conhecem sabem que mergulho fundo
E voo alto, muito alto.
Invisto alto nas emoções que uma leitura possa causar,
Mas invisto pouco em amizades que não me acrescentam nada.
Não sei dizer sim para o que preciso dizer não e vice-versa.
Minha vida é resultado do que eu faço dela,
Não preciso de ninguém para dar palpites.
Sou rebelde com causas quase anárquicas
Sou revoltada com a atitude dos seres humanos mesquinhos
E não com o ser humano.
Às vezes até tento me encaixar no mundo de alguém,
mas se vejo resistência caio fora e que se foda a pessoa.
Sou dama quando preciso, mas barraqueira sou muito melhor.
Se precisar ferir alguém, não firo, aperto fundo o dedo na
ferida que ela já tem
E isso basta. Garanto, elas nunca mais voltam.
A covardia, o comodismo e a omissão são cargas negativas dos
preguiçosos.
Por isso falo quando preciso, ou brigo quando incitada.
Voo alto para conseguir o que quero
E mergulho fundo quando preciso resolver meus problemas.
Vou à guerra se precisar e garanto que trago muitas
medalhas.
Minha liberdade de expressão ninguém tira!!!
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