Se o composto do meu
corpo deteriora
e o tempo que passa me apavora
se a malha dos tecidos e músculos se esgarça
e receio perder a graça
relembro o tempo passado
de carnes firmes e tez macia...
Sinto a idade de agora
e de súbito a beleza aflora!
Da sabedoria adquirida
e daquela que ainda há de vir...
Meu corpo é o que vivo!
Marisete Zanon - In Um cordão de confissões

