A vontade do prazer é
uma espada
cravada na ansiedade
que o meu peito carrega
e o anjo desce dos céus
erguendo-me a cada vez
que morro.
A cada vez que renasço
acendo um cigarro que
queima
pouco a pouco a
esperança.
Quando o absoluto
torna-se vulnerável
os demônios do desejo
enlouquecem as dúvidas.
O certo e o errado.
O bem e o mal.
O côncavo e o convexo.
O querer e o não
querer.
Nesses assombrosos
itinerários da incerteza
não tem anjo e nem
demônio
que me entenda.
Marisete Zanon
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