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Estou cansada.
Extremamente cansada. Parece que sinto o peso do mundo nas minhas
costas. Nunca fui de exigir grandes coisas de mim como ser uma pessoa
de muitos bens materiais, de ser uma pessoa de brilho e fama, ou
realizar uma proeza marcante para o resto da vida. Sou simples. Tudo
o que sempre sonhei foi ter um lugar que fosse meu para morar, limpo,
muito limpo e um amor. Amor de verdade e quando me refiro a amor de
verdade é esse que permanece para o resto da vida.
Como fazer quando tudo
deu errado? De quem é a culpa? Antes eu colocava a culpa de tudo de
errado em Deus, mas hoje sei que as consequências são resultados
das nossas próprias escolhas, mas e quando não estamos sós e há
outras pessoas que interferem e reagem as nossas opções?
Tenho pensado tanto
nisso ultimamente e confesso que estou cansada, já esgotei todas as
possibilidades de respostas, então culpo o destino, o mundo, essa
correria desenfreada a que nos submetemos todos os dias, procurando
respostas para tudo, quando as respostas não estão nas respostas e
sim no princípio de nós mesmos. O mundo é uma casa de portas e
janelas abertas, estamos vitimados a entrar e sair não por nossa
própria vontade, mas porque alguém nos colocou aqui e um dia nos
irá tirar sem que saibamos a hora. É um mistério. A vida toda é
um mistério. Não quero mais perguntas, preciso apenas encontrar o
meu “pino de centro” e descansar. Aceitar que a vida um dia
termina e agradecer o que tenho, agradecer pelo simples fato de
viver, de respirar, que não é tão simples assim, ao contrário, é
complexo. Respirar e viver é muito complexo. Fomos criados por um
engenheiro genético magnífico e um arquiteto genial que criou este
mundo. Eu não sei o que você pensa, mas para mim Deus é como um
mágico que criou a vida e faz com que a vida seja um grande truque e
não convém que eu queira desvendá-la, mas sim aprender a vivê-la
com o resto do que ainda me reserva o grande mágico.
Marisete Zanon