quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Do amor e seus vazios...




Obra do artista plástico Ricardo Passos - Lisboa - Portugal


Descrevi o amor em vários aspectos,
vivi o amor de várias maneiras,
experimentei o amor de muitas formas,
mas a vida, essa minha vida de hoje 
não me mostra nada diferente.
Vejo o amor como uma luz através
da neblina.
 Cansei de amar sozinha.
de servir a taça, dividir a cama,
de encher o outro e ficar vazia.
De aquecer e ficar fria.
Estou esquecendo o verbo amor,
o ato amar. 
Se faz presente
outras necessidades mais prementes.
Esse amor egoísta que é Eros, 
que serve para amar apenas um,
não está mais cabendo em mim.
Essa busca de amar e ser amado
é como um bote sem remos contra a maré,
em mim naufraga essa possibilidade
e nem adianta as lágrimas tentarem me afogar
não vou morrer por essa necessidade.
Coube ao destino que eu amasse sozinha,
mas tudo na vida tem um fim. A tristeza,
a alegria, a paixão, a dor, a luz, a escuridão,
a raiva, a noite e o dia...
O que é o amor mesmo?


Marisete Zanon - Todos os direitos reservados a autora.

2 comentários:

  1. Nunca perco meu tempo em visitar seu ilustre Confessionárium, sempre danço ao rodopiar de cada palavra, leve ou arisca, sempre revirando a imaginação da gente. AH... O amor... Este é um bicho arisco mesmo! Um grande abraço, Poetisa!

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  2. Ah, amei as melodias do seu Confissionarium! bjs

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