quarta-feira, 4 de maio de 2016

Moinhos invisíveis



pra onde leva esse caminho?
que na hora da canção não tenho par?
será que sempre perco o trem na estação?
tratei de dar adeus às indiferenças
pensei que as bandas estariam caladas
nessa imensidão verde de musgos
minha vida é tão confusa
deixe-me estar na estrada
onde as rodas giram com meus pensamentos acelerados
por músicas e doses de tequila
onde está a lógica desse tempo
que só me deixa pra trás?
como eu queria vagar por aí como um vaga-lume
responsabilidades inúteis não combinam comigo
e tudo o que quero agora
é só olhar pro meu umbigo
chega de repetir o que digo
todo mundo uma hora vai embora.

Marisete Zanon - Todos os direitos reservados a autora

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