terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Do amor e seus vazios




Descrevi o amor em vários aspectos,
vivi o amor de várias maneiras,
experimentei o amor de muitas formas,
mas a vida, essa minha vida de clausura                       
não me mostra nada diferente,
vejo o amor como uma luz através
da neblina, cansei de amar sozinha
de servir a taça, dividir a cama,
de encher o outro e ficar vazia,
de aquecer e ficar fria.
Estou esquecendo o verbo amor,
o ato amar. Se faz presente
outras necessidades mais prementes.
Esse amor egoísta que é Eros,
que serve para amar apenas um,
não está mais cabendo em mim.
Essa busca de amar e ser amado
é como um bote sem remos contra a maré,
em mim naufraga essa possibilidade
e nem adianta as lágrimas tentarem me afogar
não vou morrer por essa necessidade.
Coube ao destino que eu amasse sozinha,
mas tudo na vida tem um fim. A tristeza,
a alegria, a paixão, a dor, a luz, a escuridão,
a raiva, a noite e o dia...
O que é o amor mesmo?



Marisete Zanon    - In Confissionarium Book - Livro II

Um comentário:


  1. O maior e mais bonito sentimento do mundo não pode ser explicado, apenas sentido e vivido.

    bjokas =)

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