terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O vão da solidão





solitário esse meu eu
mas não me queixo
ele é lilás
da cor dos sentimentos
que ficaram para trás
mas que aqui dentro deixo
como um pedaço
dessa solidão que ficou
em cada coração pendurado
a solidão senta no banco
e observa
as árvores e as ervas
a paz
dos que dançam no parque
daqueles que aguardam
o desembarque
sem ter alguém a lhe esperar
observa a distância
dos que querem proximidade
a solidão observa
a minha esmerada solidão
na minha intimidade encarcerada



Marisete Zanon – Todos os direitos reservados a autora

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