terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Alucinações

                                    Fotografia - Lucile Justus - Curitiba - Pr - Brasil



andei meio que louca
andei meio que tonta
deixei ir os meus amores
as Marianas, as Anas,
os Aldos, os Ronaldos
extenuada epinefrina...
confusão quântica emocional...

andei meio que louca
andei meio que tonta
os sensíveis sofrem mais
sentem e pressentem mais
um carma maldito
isso de ser poeta

andei meio que louca
andei meio que tonta
cheguei ao extremo
descobri até onde posso ir
o restante do infinito
não vi, não consegui
não tinha olhos e nem pernas
aleijada física e emocional

andei meio que louca
andei meio que tonta
quis viver menos
arriscar menos
evitar mais danos
evitar morrer muitas vezes
deixar de perguntar
as respostas trazem mais perguntas
é um ciclo irritante
e o medo ronda o desconhecido

andei meio que louca
andei meio que tonta
um emaranhado de drogas
carba, lorazepan, lítio e lyrica
alucinam até minha alma
não sou eu que vive
tem um monstro atrás dos meus olhos
me empurra pro abismo
e lá se vão todas as recordações
colidem com o contemporâneo

andei meio que louca
andei meio que tonta
o quadrado do meu mundo
gira em círculos...
e não perco a esperança
o meu planeta vai passar por aqui
e o meu quadrado vai girando
ao seu encontro...


 ® Marisete Zanon  - Todos os direitos reservados a autora

Um comentário:

  1. Oi Marisete, bom dia,
    espero que você tenha um Feliz Natal
    um grande beijo

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