quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Quase mudo




despi meus dedos da frieza

no calor do teu corpo

e ao pensar dizer teu nome

emudeci num improviso

percorri a solidão do meu quarto

com meus olhos

e encontrei meu corpo frágil

no espelho quase mudo


Marisete zanon


3 comentários:

  1. Comentar essa poesia, como?! Dizendo que é linda, maravilhosa, poderia sim, mas ao se ler: "Despi meus dedos da frieza no calor do teu corpo" ou ainda: "Percorri a solidão do meu quarto com meus olhos..." Aí as palavras ditas no comentário se fazem poucas. Quanto a sensibilidade do escrever, parece que alma da poeta, procura por alguma coisa perdida, talvez no tempo, mas parece que ela sabe perfeitamente o que é. tanto que um nome emudece a voz (da alma?).

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    1. Obrigada caro amigo. Seu comentário atencioso é de muito valor. Um abraço poeta!

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