segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Por que das coisas

                                                     Fotografia - Marisete Zanon


Porque as coisas ao meu redor falam comigo e eu não as entendo,
vou num sobrevoo de asas angustiantes com esse fogo a arder na garganta
a perpetuar nas horas e distâncias.
Todos os dias morre em mim um pouco de tudo...
lembranças apagadas de afetos
e tenho como tem o destino a certeza que
sempre o não entender, o inconformismo de tudo que não se revela a olhos nus
nem candeias, nem velas, nada as revela e nada revela-se a mim.
Invado com múltiplas teorias meu interior achando menos de mim
concluindo que essa busca intensa e tensa
só me leva a um caminho que não pertence a mim entender
são perguntas inúteis com respostas a serem vividas
na expectativa de que tudo é um vão imenso a atrair-me
numa busca desenfreada pelo eu que tudo inquiri.

Marisete Zanon - In Confissionarium Book - Livro II

7 comentários:

  1. Sempre intenso, maravilhoso o que sai muito além da sua mente, mas do seu SER... boa semana, amiga, beijos
    Valéria

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  2. Ah...esqueci de dizer...adorei as músicas do blog...

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    1. Querida, suas palavras sempre gentis! Obrigada pela sua vinda! Beijos!

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  3. Oi Marisete! Tudo bem com você?
    Quanto tempo não é mesmo?
    Sua poesia continua linda e intensa!
    Sentimentos que gritam e invadem nossas almas!
    Sempre perfeita querida!
    Estava com saudades do seu cantinho florido!! ♥

    Muitos beijos e uma semana maravilhosa!!

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    1. Oi lindeza! Também senti saudades de ler os comentários aqui. Difícil é eu fazer visitas, sigo tantos blogs que me perco, então me comunico pelo G+ ou face. Muito agradecida pela sua vinda querida! Um abraço!

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  4. Boas razões para escrever, Marisete!
    Abraço!

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    1. Verdade. Razões e motivos nunca faltam aos poetas. Obrigada pela visita, viu? Um abraço!

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