sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Estranheza



Hoje eu sou um absurdo.
Uma estranheza de mim mesma.
Miro num ponto.
Fixo nele meu olhar.
Olhar?
Não vejo nada ali.
Enxergo através dele.
E sinto tudo ao meu redor.
Utopias.
Vagares impossíveis.
A sorte ao canto.
Principalmente ao canto.
Num ângulo agudo.


Marisete Zanon – In Um cordão de confissões – Livro I

2 comentários:

  1. Que intensidade! Adoro suas composições poéticas, amiga Marisete. Que pérola! Um grande abraço do http://rose-sousacoracaodefera.blogspot.com.br

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  2. Oi Marisete!
    Um pequeno poema de grande profundidade e reflexão!
    Gostei muito! Voltarei com mais calma para conhecer melhor suas poesias.
    Um forte abraço. Boa semana!
    vitornani.blogspot.com

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