sábado, 26 de julho de 2014

A inerência do ódio



vai aqui uma diz-vantagem
penando, sofrida de todos os males generalizados
vejo a tua beleza, coragem perfeita
tuas flores que perfumam até ao paraíso
tua capacidade de amar permanentemente,
encanta aos mais cínicos e indecisos
enquanto decora com laços
todos os teus bons atos
e considera cor-de-rosa o mundo em que vive
eu...eu sinto ódio. esse veneno que não só mata,
mas ensina didaticamente a enxergar
um mundo real,
não me envergonho dessa minha mesquinhez
lúcida e renegada hipocritamente,
de perceber que o ódio desperta as emoções
mais reprimidas,  
se não odeio, não amo
se não odeio, não sinto paz
se não odeio, não tenho alegria
se não odeio, não perdoo
nasci impura, e na jornada idílica
deixei minha pele de sonhos, hipocrisia
e no crepúsculo do meu olhar
aprendi a conviver com o negro dos sentimentos
e a apreciar as flores do outono...

Marisete Zanon    

4 comentários:

  1. Passando para fazer proveito de uma bela leitura!! Amei ler-te.

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    1. Pôxa, que saudade Enide! Obrigada por ler, viu! Um abraço e feliz domingo!!!

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  2. Aplaudo, aplaudo e aplaudo!!!
    Um mal necessário. Tudo tem o seu contraste, e eu morro de medo dos "seres de luz."

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    1. Oi Ana! Também morro de medo!!! Um grande abraço e obrigada por ler!!!

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