quinta-feira, 8 de maio de 2014

Singularidade e seu preço

                                                                 Imagem do Google


          Se tem um sentimento que eu nunca quis que sentissem por mim é pena, porque eu nunca senti pena de ninguém. Pena é o sentimento mais miserável que existe. Você vê, entende e não faz nada.
Sempre tentei entender as pessoas, o lado delas e muitas vezes entendi. Mas eu...Bem, ninguém me entende. Ah, eu sei que ando muito existencialista, introspectiva e cheia de indagações e pra ser honesta não faço questão de entender mais ninguém. O ser humano é muito complexo e a minha singularidade me faz apenas observar. Aceitar ou não, não faz diferença alguma. Dizem que o mundo nos molda, que os erros nos fazem perceber que o melhor está por vir e tantas outras baboseiras. O que nos faz ser o que somos, somos nós mesmos. Somos dotados de opiniões, de opções e vulnerabilidades. Sou rabugenta e perfeccionista por natureza e quem sofre com isso sou eu mesmo. Poderia mudar, mas não me vejo de outra maneira, escolhi ser assim. Muitas pessoas já me abandonaram, mas eu entendo, eu também me abandonaria se pudesse. O difícil é você conviver com pessoas há mais de vinte anos e não conhecê-las, não entendê-las e vice-versa e não suportá-las mais. Quanto mais o tempo passa mais me torno solitária. Não tem pessoas, ou amigos que possam diminuir o que sinto e também não admito que venham querer me aconselhar sobre assuntos que nem sequer sentem na carne. A confusão e a imoralidade estão subentendidas no texto. Mais exposição que isso é tragédia.

Marisete Zanon