sábado, 12 de abril de 2014



Enxergo com a ponta dos dedos,

quando meus olhos não conseguem ver.

Na escuridão do meu quarto

onde fico horas divagando,

esperando a qualquer instante

um fio de inspiração desenrolar

e dessa meada fazer um poema,

sem escuridão pra atormentar.

A poeira acumulada nos móveis

                                                   [testemunha...

Da estagnação que me desando

Pó – poema – poeira -

o poema toma forma

e em pó

no tempo vou me tornando.



Marisete Zanon