quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Compilando

                                                                                                               imagem do Google


às vezes tropeço na falta que sinto do teu corpo
percebo que afundo e rastejo nas nesgas que restaram
ao tatear as lembranças que me trazem teu perfume
um ácido aroma de pêssego e maçã verde
dos cabelos às pontas dos pés
ressurjo
ave emplumada do paraíso
delicada
suave
sedosa
dona do teu fetiche
gazela saltitante no cio
flor perfumada que desabrocha
tremo
contorço-me
gozo
pronuncio silenciosamente teu nome
num sussurro desmedido silabicamente em ahs
desfaleço
 pétalas murchas de rosas vermelhas ainda quentes
o tempo
o agora
volta na ponta do meu dedo
deixando um pouco mais de ti em mim
amontoando brisas perfumadas


Marisete Zanon