segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sacra profana

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penso ser uma máquina afrodisíaca de tortura
penso ser Leviatã
penso ser a inocência de branca ternura
penso ser brisa pela manhã

penso ser a deusa da luxúria
penso ser uma meretriz
ou uma monja em sua penúria
ou uma doce aprendiz

penso ser uma mão assassina
ser a Vênus de todos os santos
ou a luz que ilumina
ou o décimo primeiro anjo

penso ser o apocalipse
ser uma louca profana
ser a lua divina depois do eclipse
ou ser sacra até na cama...



Marisete Zanon  - In Um cordão de confissões