domingo, 7 de abril de 2013

Cara a tapa

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Que culpa tenho por amar demais?
Sou libertina, promíscua?
Mostro as minhas ligas
e dou a minha língua
a quem desejar
basta apenas me entender
mas se pensas que me entender é fácil
então não sou assim promíscua
podia ser uma boa bisca
entretanto para amar
tem que saber se rasgar
umedecer a calcinha
dar a cara a tapa
e abrir as pernas com classe
mas com classe de puta de carteirinha
tem que gozar e fazer gozar
tem que rezar e deixar sangrar,
acreditar e confessar todos os medos
todos pesadelos sem se importar
e depois de tudo isso
erguer em riste o dedo
ainda saber dizer
eu te amo.


Marisete Zanon

4 comentários:

  1. Quanto colocamos à mostra nossos sentimentos corremos o risco de alguns arranhões, minha amiga!
    Um beijinho e lindo domingo!!

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  2. Eita!!!!!!! Escancaraste hoje! Veja bem...penso que entre quatro paredes, com seu homem, seu macho, seu amado todos os pecados serão perdoado desde que essa cumplicidade seja mútua, com respeito (a pessoa de cada um) e com amor e paixão. Para mim a fineza e educação de uma mulher devem ser dispensadas no quarto (kkkkk). Hoje o bicho pegou por aqui, bjus amiga e tenha uma linda semana visse!

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  3. Sensacional, Marisete!
    Isso é que é ter coragem...De sangrar, gozar, viver!
    Poema intenso (acredito que para você que escreveu e também para quem leu).
    Eu amei!

    Beijos, minha amiga!

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  4. Não há forma certa ou errada de amar... O importante é sentir e viver. Coragem é necessária para o aceitar de qualquer forma que se apresente.
    Parabéns pelos versos, Marisete!

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