sexta-feira, 1 de março de 2013

Por que das coisas

                                   Body painting by Craig tracy


Por que das coisas


Porque as coisas ao meu redor falam comigo e eu não as entendo,
vou num sobrevoo de asas angustiantes com esse fogo a arder na garganta
a perpetuar nas horas e distâncias.
Todos os dias morre em mim um pouco de tudo...
lembranças apagadas de afetos
e tenho como tem o destino a certeza que
sempre o não entender, o inconformismo de tudo que não se revela a olhos nus
nem candeias, nem velas, nada as revela e nada revela-se a mim.
Invado com múltiplas teorias meu interior achando menos de mim
concluindo que essa busca intensa e tensa
só me leva a um caminho que não pertence a mim entender
são perguntas inúteis com respostas a serem vividas
na expectativa de que tudo é um vão imenso a atrair-me
numa busca desenfreada pelo eu que tudo inquiri.


Marisete Zanon

4 comentários:

  1. Um poema repleto de porquês e indagações. Com o tempo as respostas vem e as dúvidas são dessipadas. Xero pra tu visse!

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  2. Marisete,
    Tantas perguntas e tão poucas respostas...
    Tanto esquecimento e tão poucas lembranças...
    Tanto sentimento no que você nos oferece!
    Como sempre, é profundo e só se pode apreciar.

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  3. Quantas vezes procuramos em vão resposta para as nossas própria perguntas.

    Marisete, te desejo tudo de bom!

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  4. Olá Marisete,
    boa noite,
    um poema interessante,
    a vida é uma grande incógnita,
    estamos rodeados de perguntas
    mas quem tem as respostas?

    Desejo a vocês um belo domingo
    abraços e beijos

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