segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O que nunca foi

                                        Toon Hertz



E então quando eu pensei que tudo jaz estabilizado

com uma enganosa calma aparente

que eu já tinha me acostumado,

e com minha felicidade comprada,

sim, porque certas felicidades se compram!

A falsa alegria rebela-se e

quebra todos meus aleivosos protocolos.

Eu sabia enganar direitinho as

minhas carências mais prementes.

Agora ficou tudo fora do lugar

não sei mais onde colocar a poeira

e despejar o lixo,

porque sentimentos não são recicláveis

e a cada dia basta suas dores

que vem de troco na realidade

dessa porra de vida!




Marisete Zanon

5 comentários:

  1. "sim, porque certas felicidades se compram!"

    Mas nem sempre são as melhores nem as mais duráveis, acho até que só pioram as nossas já existentes tristezas.Um poema belo e forte que transborda sentimentos.

    Querida, obrigada pela visita.Será sempre bem vinda.

    Beijinhos e uma linda semana.

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  2. Olá Marisete! Lindo Poema, a felicidade não se compra, são conquistadas, seu poema reflete a verdade, pois os sentimentos perduram, e os mesmos ficam na alma.Bjs querida amiga.

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  3. kkkkkkk... Ah amiga não diz isso! A vida é linda, apesar das pedras no caminho, dos espinhos que nos espetam, das decepções por acreditarmos que todo mundo é bom, das lagrimas de tristeza e de dor que os outros nos causa, etc, etc, etc... Mas tem as coisas boas, que podem não acontecer diariamente como é de nossa vontade, mas quando vem,nos faz esquecer um pouco das coisas chatas e ruins. Mas tudo isso é que faz a vida ser interessante e cheias de surpresas, pois se fosse igual sempre não tinha graça, não acha? E eu bem imagino, tu não és mulher de aturar mesmices...kkkk. Apesar do final tão radical, gostei do poemas. Bjus minha linda!

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  4. Enganamos a nós mesmos até que um único momento de lucidez nos mostra a verdade. Se as cores que usamos eram falsas, resta-nos colorir tudo de novo, sensatamente. Bjs.

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  5. É difícil enganar-se a si próprio por muito tempo. Logo o peito dói, aperta a alma e o vazio dá grande espaço, preenchendo com nada nossas inúmeras salas internas.
    Vale o pouco com muito solidez do que as grandes coisas tão efêmeras.

    O que é bom sempre fica. O que não é... Acaba, corrói e precisa lá na frente, depois de muito tempo ser cuidado. Trabalheiras na alma.

    Beijos

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