Rotos pelos muitos
caminhos
diversos de condições
atmosféricas
múltiplos de carências
de dúvidas sobre o
futuro
o além que não se
sabe se vem
extraviados dos sonhos
de olheiras nos olhares
sombrios
expurgados do mundo
onde não cabem em
canto algum
Rotos de pés descalços
onde as feridas sangram
no coração de uma voz
rouca
sem emoção
Rotos sem guarida e sem
pátria
sem pátria amada salve
salve
por onde seguem tem que
haver
um caminho em meio as
pedras
força com a fome
gritando
e as costas se lhes
voltando
a cara que bate
implorando
um pedaço de pão
e uma pedra para o
descanso.
Marisete Zanon

Nenhum comentário:
Postar um comentário