domingo, 13 de janeiro de 2013

Curiosidade mata

                                                      Brooke Shaden



Ela imaginava como seria o homem do outro lado.

Ouvia as suas palavras

imaginava o brilho ou a opacidade de seus olhos

tentava sentir a maciez do seu cabelo

tocar seu rosto e sentir a aspereza da barba por fazer

beijar sua boca de lábios grandes

seriam macios como marshmallows?

E seu corpo? Viril ou franzino?

Com tantas indagações

vagares impossíveis

e impossíveis possibilidades

decidiu atravessar a nado

a tela do computador

e morreu afogada.



Marisete Zanon

8 comentários:

  1. É preciso achar a linha, o limite, perceber as condições.
    Mas às vezes em busca da satisfação damos um passo maior que as pernas, aí caímos e nos machucamos.

    Um passo de cada vez, como diz uma colega minha: "uma maçã por dia".

    Beijos

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  2. Mais se não tentarmos? Na vida temos que ser ousada. Excelente amiga. Bjus

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  3. Olá..amiga!!
    Vim abraça-la e dizer que sinto tua falta.
    Abraços
    sinval

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  4. Oi Marisete


    Como sempre um poema impactante...


    Beijos
    Ani

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  5. Como um bom admirador de textos, fiquei impressionado com seu blog e suas palavras, sempre colocadas de forma impressionante.

    http://jonathanejonathan.blogspot.com.br/

    Beijo

    Caio

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  6. Sempre buscando nunca estacionando.

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  7. "vagares impossíveis

    e impossíveis possibilidades" ...

    O mar alto da internet não é tão calmo quanto aparenta.


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  8. Muito bem!
    Ótima publicação.
    Gostei de passar por aqui novamente.
    Tenha um bom fim de semana.
    Abraço.
    http://umraiodeluzefezseluz.blogspot.com
    oantmasantos2@gmail.com

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