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Te procurei ao
entardecer dos outonos
de folhas amareladas,
te busquei nas calçadas geladas
desses invernos tempestuosos
onde nem mesmo os ventos são capazes
de levar minhas lembranças
e a saudade do teu corpo no meu.
Caminhei pelas ruas buscando teu rosto
teu corpo, teu olhar, ansiando te encontrar...
meus pés congelados e cansados
perdiam teus rastros
aqueci-me em volta da lareira
olhando as labaredas desenharem teu semblante.
Te procurei nas páginas de alguns romances,
nos versos dos poetas,
nas noites agitadas de sonhos induzidos.
Te procurei nos meus anseios,
no meio das minhas coxas úmidas
do meu quadril arquejante
e respiração ofegante
no meu delírio não era mais eu
que me tocava e sim tu,
com teus sussurros a descer em meu corpo
como num calor de verão intenso.
Teu corpo é o meu pecado original
e parece que as vezes desfaleço
e tudo o que sinto é um arrastar
de pernas, um descaso com o meu amor...
de folhas amareladas,
te busquei nas calçadas geladas
desses invernos tempestuosos
onde nem mesmo os ventos são capazes
de levar minhas lembranças
e a saudade do teu corpo no meu.
Caminhei pelas ruas buscando teu rosto
teu corpo, teu olhar, ansiando te encontrar...
meus pés congelados e cansados
perdiam teus rastros
aqueci-me em volta da lareira
olhando as labaredas desenharem teu semblante.
Te procurei nas páginas de alguns romances,
nos versos dos poetas,
nas noites agitadas de sonhos induzidos.
Te procurei nos meus anseios,
no meio das minhas coxas úmidas
do meu quadril arquejante
e respiração ofegante
no meu delírio não era mais eu
que me tocava e sim tu,
com teus sussurros a descer em meu corpo
como num calor de verão intenso.
Teu corpo é o meu pecado original
e parece que as vezes desfaleço
e tudo o que sinto é um arrastar
de pernas, um descaso com o meu amor...
Porque de todos os
amores perdidos
sempre ficam pedaços
costurados
em algum lugar no
coração
e quando percebo o
horizonte distante
compreendo que sempre,
sempre tem um dia que
chega
a primavera...
Marisete Zanon

Olá!
ResponderExcluirMari7sete
...Lindo ensaio...
este amor perdido no tempo deixa o coração aflito, vagando disperso pelo infinito, ávida pelo amor e ternura desmedida em noites cálidas. Mas se quando outra primavera chegar, não voltar, é porque o amor feneceu, como as flores não cuidadas, entristecidas e murchas, restando apenas a lembrança de que foi intenso enquanto durou...e se perdeu no tempo...
Obrigado pelo carinho da visita!
Ótima sexta feira!
Beijos
ClicAki Blog(IN)FELIZ
Oii Marisete, lindo poema, realmente todos nós temos costuras no coração, muito lindo! Bjooss
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